Depois de sete jogos e seis vitórias, a seleção brasileira masculina de vôlei decide a final dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro neste domingo (21.08), último dia desta edição, às 13h15, no ginásio do Maracanãzinho, considerado o templo da modalidade. O confronto vai ser contra a Itália, que chega para a decisão com a mesma campanha. Brasileiros e italianos se enfrentaram na final olímpica de 2004, quando o time verde e amarelo ficou com o título.

Essa é a quarta final olímpica consecutiva do Brasil no torneio masculino de vôlei. Em Atenas/2004, a seleção verde e amarela ficou com o ouro, e em Pequim/2008 e Londres/2012, com a prata. Nas quatro, a equipe contou com Bernardinho na beira da quadra e com Serginho dentro dela. Hoje, ais 40 anos, o líbero é um dos mais entusiasmados para a disputa pela medalha de ouro.

“Esse momento é a melhor coisa da vida. Quatro finais olímpicas, quatro medalhas e só tenho a agradecer. Sei da onde eu vim e fui escolhido para estar no meio desses caras. Para mim, vai ser muito especial e como se fosse a primeira final”, disse Serginho, emocionado com o atual momento. 

“É final olímpica e temos que pensar em ganhar bloqueando, defendendo, sacando, atacando e jogando muito voleibol. Nosso time se mostra forte quando é necessário e é isso que temos que fazer amanhã de novo.  A Itália está sacando muito bem e essa é uma arma deles contra o nosso time. Temos que ter muita sabedoria, como foi contra a Rússia. Temos que ter cabeça no lugar. A Itália vem jogando bem, ganhou da gente, tirou os Estados Unidos, vem fazendo uma campanha brilhante”, complementou Serginho.

E o experiente líbero destaca um ponto importante a favor da seleção brasileira nesta final – algo inédito para eles. “Não podemos relaxar, temo o fator casa, a torcida do nosso lado, e temos que tirar proveito disso tudo”, disse Serginho.

O central Lucão, que conhece bem o time adversário por ter jogado na Itália na temporada passada, sabe que a seleção brasileira tem motivos para se preocupar.

“O saque é o grande ponto forte deles no campeonato. Temos que tentar abrir vantagem desde o começo, sem deixar para decidir no final de cada set. É um jogo difícil, contra uma equipe de qualidade muito grande. Temos que tomar cuidado com todos os jogadores. Já enfrentamos o time deles tantas vezes nesse ciclo e conhecemos bem o esquema de jogo. É a equipe mais regular que eu vi jogar”, afirmou Lucão.

O jogador da seleção brasileira demonstra confiança, especialmente pelo crescimento do grupo na reta final dos Jogos Olímpicos. “Vai ser uma partida complicada, mas nós crescemos na hora certa, fizemos uma ótima partida na semifinal e isso nos deu uma confiança a mais para fazer um bom jogo na final”, disse Lucão.

O Brasil chega para a final com três vitórias e dois resultados negativos na fase classificatória, pelo Grupo A, e depois de bater a Argentina nas quartas de final e a Rússia na semi. Os italianos venceram quatro e perderam na primeira fase e depois passaram por Ira, nas quartas, e Estados Unidos na partida anterior a grande decisão.

Partidas do Brasil na fase classificatória dos Jogos Olímpicos do Rio
 
Dia 07.08 – (11h35) - Brasil 3 x 1 México (23/25, 25/19, 25/14 e 25/18)
Dia 09.08 – (22h35) - Brasil 3 x 1 Canadá (24/26, 25/18, 25/22 e 25/17)
Dia 11.08 – (22h35) - Brasil 1 x 3 Estados Unidos (20/25, 23/25, 25/20 e 20/25)
Dia 13.08 – (22h35) - Brasil 1 x 3 Itália (25/23, 23/25, 22/25 e 15/25)
Dia 15.08 – (22h35) – Brasil 3 x 1 França (25/22, 22/25, 25/20 e 25/23)

Quartas de final

Dia 17.08 – (22h15) – Brasil 3 x 1 Argentina (25/22, 17/25, 25/20 e 25/23)

Semifinal

Dia 19.08 – (22h15) – Brasil 3 x 0 Rússia (25/21, 25/20 e 25/17)

Final

Dia 21.08 – (13h15) – Brasil x Itália
 
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